Quem Foi Anne Frank? O Que é o Diário de Anne Frank? – Biografia


O nome Anne Frank não é incomum. Com certeza todo mundo já ouviu falar sobre ela. Vamos conhecer um pouco mais sobre a história dessa menina judia que passou por tantos horrores com sua família, durante a Segunda Guerra Mundial.

Quem foi Anne Frank?

Uma menina judia que escreveu diário emocionante durante os dois anos em que ficou escondida para escapar dos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial. Ela e mais sete pessoas esconderam-se no Anexo Secreto, que ficava no canal Prinsengracht, nº 263, situado em Amsterdão. Depois desses 2 anos escondidos, eles foram encontrados e levados para o campo de concentração. De todos desse grupo de 8 pessoas, o único sobrevivente foi Otto Frank, o pai de Anne.

Infância e juventude de Anne Frank

Anne Frank nasceu em Frankfurt am Main, uma cidade alemã, no dia 12 de junho de 1929. Anne tinha uma irmã três anos mais velha, Margot era o seu nome. Por causa da crise econômica, da grande ascensão de Hitler, os pais de Anne decidiram se mudar da Alemanha. Assim como vários outros judeus.

Anne e sua família conseguiram se estabelecer em Amsterdão. O pai de Anne conseguiu montar um pequeno negócio. Também conseguiram uma casa em Merwedeplein. A família vivia tranquila. As duas meninas frequentavam a escola, a mãe ficava por conta da casa e o pai trabalha muito em seu negócio.


Conforme as ameaças de guerra crescem na Europa, Otto tenta emigrar para a Inglaterra e para os Estados Unidos com sua família. Mas não consegue. No dia 1 de setembro de 1939, a Alemanha conseguiu invadir a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial.

No dia 10 de maio de 1940, a Holanda foi invadida pelas tropas alemãs. Isso ocorreu cinco dias depois de a Holanda ter se rendido. Com isso, eles começam a aplicar as leis contra judeus. Essas leis restringiam muito a vida de Otto e de sua família, assim como também afetava o seu negócio. Novamente, ele tenta ir com sua família para os Estados Unidos e, novamente, não consegue. Eles resolvem então organizar um esconderijo no mesmo prédio onde funcionava a empresa de Otto.

Anne Frank

A vida na prisão

No dia 5 de julho de 1942, Margot recebeu uma convocação. Ela teria que se apresentar ao campo de trabalho forçado da Alemanha. Então, no dia seguinte, a família vai para o esconderijo. Uma semana depois, a família Van Pels também foi para o esconderijo. Em novembro de 1942, o dentista Fritz Pfeffer, também chamado de Sr. Dussel. Essas oito pessoas ficam morando no anexo por 2 anos.

No esconderijo, as pessoas precisam ficar em silêncio, sentem muito medo e, de qualquer forma, precisam passar o tempo todo umas com as outras. Essas 8 pessoas foram ajudadas pelos funcionários do escritório, e pelo gerente do armazém. Além de alimentos, de roupas e de livros, esses funcionários também eram o contato que essas oito pessoas tinham com o mundo externo.

O diário de Anne Frank

Pouco tempo antes de ir para o esconderijo, Anne ganhou um diário como presente de aniversário, começando a escrever imediatamente nele. E, durante o tempo em que permaneceu no esconderijo, ela escreve sobre o que acontecia e também sobre ela mesma.

Quando o Ministro da Educação, por meio de uma rádio inglesa, pediu que as pessoas guardassem seus diários de guerra, ela resolveu editar o seu diário. E criou um romance com o nome “O Anexo Secreto”. Anne começou então a reescrever o seu diário. Porém, antes mesmo de terminar, o grupo foi capturado.

Deportação e a morte de Anne Frank

No dia 4 de agosto de 1944, o grupo que estava escondido foi preso e, junto com eles, os ajudantes Victor Kugler e Johannes Kleiman. Eles foram deportados através da sede do Serviço de Segurança Alemão. As duas pessoas ajudantes que foram presas também foram enviadas para o campo de Amersfoort. Victor Kugler conseguiu escapar. E Johannes Kleiman foi liberado após poucos dias de prisão. Logo após a prisão, Bep Voskuijl e Miep Gies resgataram o diário que Anne escreveu e os papéis que haviam sido deixados no Anexo Secreto. Foram feitas muitas investigações, mas nuca foi esclarecido como descobriram o esconderijo.

Otto foi o único sobrevivente à guerra das oito pessoas. Em sua viagem de volta para a Holanda, ele descobre que sua esposa, Edith,  havia morrido. Nesse momento, ele ainda não tem notícias das suas filhas. Mas espera encontrá-las vivas. No início de junho, ele vai encontrar Jan Gies e Miep. Com eles, ele ainda fica por sete anos. Ao tentar encontrar as suas filhas, ele recebe a triste notícia de que elas haviam morrido de fome e de doença em Bergen-Belsen.

Miep Gies então o entrega o diário que Anne escreveu e seus papéis. Depois de ler o diário, ele descobriu uma Anne que ele ainda não conhecia. Ele ficou profundamente emocionado com o que leu. Anne morreu com 16 anos incompletos em um campo de concentração.

Elogios e polêmicas sobre o diário de Anne Frank

Anne Frank escrevendo

Polêmicas:

– Falsificação: algumas pessoas alegam que o diário de Anne é uma falsificação. Por isso, o documento foi analisado por especialistas, que não descobriram nenhuma fraude.

– Frank – Vídeo Game: Kira Resari criou um jogo de vídeo game onde o jogador se coloca no lugar de Anne. A ideia é educar, mas há quem não goste e ache de muito mal gosto usar uma história tão trágica dessa forma.

Elogios

– O diário de Anne tornou-se um verdadeiro clássico. Um documento que retrata os horrores aos quais os judeus eram submetidos no período da Segunda Guerra Mundial.

– O diário já é conhecido no mundo inteiro. Foram feitas várias adaptações para o teatro e para a televisão, em que são retratados os problemas enfrentados por uma menina que está se transformando em mulher. em meio à tantas atrocidades.

Seu legado

Em seu diário, Anne conta que queria ser escritora ou então jornalista. E que o seu desejo era ter o seu diário publicado como se fosse um romance. Os amigos de Otto conseguiram convencê-lo que o trabalho de Anne era muito expressivo e merecia ser publicado.

Foi então que, no dia 25 de junho de 1947, foi publicado o “O Diário de Anne Frank”. Foram 3.000 exemplares. Após essas edições, muitas outras se seguiram, e também uma peça teatral e um filme.

A história de Anne ficou conhecida pelo mundo inteiro. Com o passar dos anos, Otto passou a responder inúmeras cartas de pessoas que haviam lido o diário.

A Anne Frank House tornou-se um museu em 1960. E Otto viveu até 1980 se envolvendo em campanhas pelos Direitos Humanos.