Biografia de Charles Chaplin – Quem Foi? História e Principais Obras!


Quem nunca ouviu falar em Charles Chaplin? Impossível, não é? Charles Chaplin foi um dos maiores atores, produtores, comediantes e roteiristas de todos os tempos.

Juventude e início de carreira

Charles Spencer Chaplin – conhecido apenas como Charles Claplin – nasceu em Londres (Inglaterra), no dia 16 de abril de 1889. Era filho de artistas de music-hall, sendo que seu pai era ator e vocalista. Já sua mãe era atriz e cantora.

Os pais de Charles Claplin se divorciaram antes de ele completar os 3 anos de idade. Charles Claplin ficou, então, morando com sua mãe, que sofria de problemas emocionais.

Com Charles Claplin ainda criança, sua mãe sofrerá de uma doença na laringe, que encerrou com a sua carreira artística como cantora. Em uma das internações de sua mãe – em razão de seus problemas emocionais e mentais (depressão nervosa e anorexia), Charles Claplin e seus irmãos foram morar em um asilo no sul de Londres por semanas.


Depois desta estadia, os meninos foram para a Escola Hanwell para órfãos e meninos pobres. Viveram neste local do ano de 1896 ao ano de 1898.

Já o pai de Charles Claplin sofria de alcoolismo e, após a separação de sua mãe, passou a ter pouco contato com o filho.  No ano de 1898, porém, devido à outra internação da mãe de Charles (por problemas mentais), ele e os irmãos foram morar com o pai e sua amante, em Kennington Road.

Foi uma convivência extremamente conturbada, que durou menos de 2 meses. Charles Claplin dera, inclusive, queixa à  “Sociedade para a Prevenção de Crueldade contras Crianças”. Assim que a mãe melhorou de seus problemas emocionais e mentais, os meninos voltaram a morar com ela, em Methley.

Charles Chaplin em fotografia

Juventude e início de carreira – Parte 2

Aos 12 anos de idade, Charles Claplin perde seu pai, devido a uma cirrose hepática – sendo ele enterrado em uma vala comum, sem nome.

Alguns anos depois, Charles Claplin foi morar com a trupe que apresentava a peça “Os Oito Rapazes de Lancashire”. Claplin já estava totalmente envolvido com o meio artístico.

Já em 1910, Charles Claplin realiza a sua 1 ª  turnê nos Estados Unidos com a trupe de Fred Karno. 5 meses depois, retorna para a Inglaterra. No ano de 1912, volta para os Estados Unidos em sua 2 ª turnê, com a trupe de Karno.

Chaplin permaneceu nos Estados Unidos e no final de 1913, atuou em alguns filmes, sendo contratado pelo estúdio Keystone Film Company. A intenção era que Charles Claplin substitui-se o ator Ford Sterling.

De início, Charles Claplin passou por grandes dificuldades para se adequar ao tipo de atuação para os padrões cinematográficos do estúdio Keystone. Depois de sua estreia no cinema, durante o longa “Making a Living”, um dos diretores considerou que cometera um equívoco. Dizem que foi Normand quem convenceu o diretor do estúdio a dar nova chance a Charles Claplin como ator de cinema.

Assim, Charles Claplin começa a trabalhar com Normand – que fez a direção e a redação de diversos de seus filmes. Charles Claplin, porém, não ficou satisfeito por ser dirigido por uma mulher – o que acabou em discussão.

Charles Claplin tinha em mente que Sennett desejava dispensar seu trabalho, caso acontecesse alguma desavença entre ele e  Normand. Porém, os filmes de Charles Claplin alcançaram grande sucesso de bilheterias, fazendo dele uma das grandes estrelas do estúdio Keystone.

Um dos pioneiros do cinema

Charles Chaplin jovem

Charles Claplin desenvolveu um de seus personagens mais famosos no estúdio Keystone: O Vagabundo. O longa conquistou plateias na França, Espanha,  Itália, Grécia, Portugal, Romênia, Turquia, Brasil, Argentina, Alemanha e outros países.

Além de O Vagabundo, os primeiros filmes de Charles Claplin no estúdio Keystone utilizavam-se da fórmula de Mack Sennett. Tal padrão expressava-se como extremas comédias do tipo pastelão e atuações exageradas. A atuação de Charles Claplin, porém, era mais sútil e mais voltada a comédias românticas.

As piadas visuais de Charles Claplin, porém, continuavam seguindo o padrão do estúdio Keystone. Tanto que, em O Vagabundo, por exemplo, Charles Claplin colidia de forma agressiva seus inimigos com tijolos e pontapés. O público, por sua vez, gostou muito da atuação de Charles Claplin, mesmo com a crítica fazendo oposição às diabruras do personagem, que, de acordo com os críticos, beiravam a banalidade.

Tempos depois, Charles Claplin ofereceu-se para ser editor e diretor de seus próprios longas metragens. Nessa época, realizou 34 curta-metragens para Sennett, além do longa “Tillie’s Punctured Romance”.

Em 1915, Charles Claplin acaba assinando um contrato muito melhor para ele, com a Essanay Studios. Nessa empresa, ele pode mostrar todo o seu potencial e habilidades com as artes cinematográficas. Ele colocou novos traços de  sentimentalismo em suas produções.

A maior parte dos filmes produzidos por Claplin na Essanay trataram-se de produções extremamente ambiciosas. As produções chegavam a durar o dobro do que os trabalhos que ele produzia na Keystone. Na Essanay, Chaplin ainda podia escolher o seu próprio elenco, no qual se incluíam personagens admirados pelo público, como os cômicos vilões Leo White e Bud Jamison e a heroína Edna Purviance.

Amores e amantes de Charles Chaplin

Charles Claplin teve uma vida amorosa agitada, paralelamente à sua carreira. Casou-se, em 1918 – com 28 anos de idade com Mildred Harris, que tinha apenas 16 anos de idade. O casal teve um filho que nascera com deformação, falecendo 3 dias após o nascimento. Charles Claplin e Mildred Harris vieram a se divorciar em 1920, devido ao sofrimento que passaram com o filho falecido.

Anos depois, Charles Claplin teve um relacionamento durante anos com Peggy Hopkins Joyce. Foi a relação que inspirou Charles Claplin a produzir o longa “Uma mulher de Paris”.

Já aos aos 35, Charles Claplin se apaixonara por Lita Grey – uma garota de apenas 16 anos de idade. Isso durante a produção de “The Gold Rush”. Apesar da diferença de idade, os dois se casaram em novembro de 1924, no México. Logo em seguida, Lita engravida.

O casal teve dois filhos: Charles Chaplin Júnior e Sydney. No ano de 1926, o casal se divorcia, devido a constantes brigas. Nessa mesma época, Charles Claplin já tinha acumulado uma fortuna com suas produções.

Amores e amantes de Charles Chaplin – continuação…

Anos depois, Charles Claplin se casa de forma secreta – então, com 47 anos – com Paulette Goddard, que tinha 25 anos de idade, no mês de junho do ano de 1936. Viveram alguns anos juntos e se separam em 1942, pelo excesso de conflitos entre o casal.

Depois de seu divórcio, Charles Claplin teve um namoro com Joan Barry – atriz de 22 anos de idade. A relação durou anos, porém, chegou ao fim quando Joan passou a perturbar Claplin por ciúmes, chegando a persegui-lo.

No mês de maio de 1943, porém, Joan comunicou a Chaplin sobre sua gravidez. Ela exigiu que Claplin assumisse a paternidade do bebê. Ele, no entanto, não tinha certeza de que o filho era seu – já que Joan teve outras relações depois da separação.

Depois de uma série de exames, foi comprovado que a gravidez não era de Chaplin. Porém, na ocasião, os tipos de exames existentes não eram válidos e Charles Claplin foi considerado o último relacionamento público que Joan teve.

Assim, ele fora obrigado, por lei, a assumir a paternidade – mesmo sem registrar a criança em seu nome. Foi obrigado a custear as despesas do bebê e deve de pagar uma pensão semanal a Joan de 75 dólares, até o menino completar 21 anos de idade.

Os romances de Claplin não pararam por aí. Após alguns anos, Charles Claplin conheceu Oona O’Neill – que era filha do dramaturgo Eugene O’Neill. Os dois se apaixonaram, casando-se no mês de junho de 1943.

Na época, Claplin tinha 54 anos de idade e Eugene, 18 anos. Eugene engravidou 8 vezes de Claplin.

Foi o último e um dos grandes amores de Charles Claplin. Eugene permaneceu com ele até os fins de seus dias.

Charles Chaplin em filmagem

No auge da sua carreira

O auge da carreira de Charles Claplin se deu no ano de 1918 – quando ele abrira a sua própria produtora de filmes cinematográficos. Foi a partir de então que Claplin tinha toda a liberdade de expressar o seu talento.

Claplin produzia seus próprios roteiros e dirigia as suas obras cinematográficas. Em seus filmes não deixava de denunciar e escancarar os problemas sociais, como o desemprego e a pobreza. Produziu obras grandiosas, entre elas: “Luzes da Cidade”, “Tempos Modernos”, “Rua de Paz” e “O Circo”.

Contribuições de Charles Chaplin para o cinema

Charles Chaplin produziu centenas de obras, entre curtas e longas-metragens. Algumas de suas principais contribuições para o cinema foram os filmes:

  • Carlitos Casanova, 1914
  • O Vagabundo, 1915
  • O Imigrante, 1917
  • Carlitos nas Trincheiras, 1918
  • Vida de Cachorro,1918
  • Idílio No Campo, 1919
  • O Garoto, 1921
  • Casamento de Luxo, 1923
  • Pastor de Almas, 1923
  • Em busca do Ouro, 1925
  • O Circo, 1928
  • Luzes da Cidade, 1931
  • Tempos Modernos, 1936
  • O Grande Ditador, 1940
  • Monsieur Verdoux, 1947
  • Luzes da Ribalta, 1952
  • Um Rei em Nova Iorque, 1957
  • A Condessa de Hong Kong, 1967

Principais obras de Charles Chaplin

Charles Chaplin também se dedicou a literatura, publicando algumas obras literárias; Entre as principais delas, podemos citar:

  • História de Minha Vida
  • Chaplin por Ele Mesmo
  • Luzes de Ribata
  • O Casamento de Carlitos
  • Corrida de Automóveis para Meninos
  • O imigrante
  • Na Farra
  • Luzes da Cidade
  • Casamento ou Luxo
  • Em Busca do Ouro
  • Campeão de Boxe

Maiores frases de Charles Chaplin

Charles Chaplin em um filme

Agora que você já sabe mais sobre a vida e obra desse grande artista, conheça algumas das Maiores frases de Charles Chaplin: :

“Mais do que máquinas, necessitamos de humanidade. ”

” A persistência é o caminho do sucesso. ”

” Acredito que o pecado é realmente um mistério tão grande quanto a virtude. ”

” Eu tenho muitos problemas em minha vida. Mas meus lábios não sabem disto. Eles sempre sorriem. ”

” Um dia sem sorrir é um dia desperdiçado. ”

Grandes premiações

Durante a sua carreira Charles Chaplin foi contemplado com diversas premiações. No ano de 1972, por exemplo, Chaplin recebeu o Oscar de Melhor Trilha Sonora, pelo longa “Luzes da Ribalta” – produzido no ano de 1952.

Charles Chaplin também fora indicado como Melhor Roteiro Original e Melhor Ator para o Oscar, pelo filme “O Grande Ditador” – do ano de 1940. Novamente fora indicado como Melhor Roteiro Original no ano de 1948, também por “O Grande Dotador”.

Apesar disso, Chaplin tinha verdadeiro desprezo pelo Oscar. Um de seus filhos chegara a afirmar que o que ele descreveu sobre a premiação provocou grande revolta na Academia. Chaplin deixou a estatueta do seu Oscar de 1929 ao lado da porta de sua casa, como um objeto para que ela não batesse.

Acredita-se que foi devido a esses fatos que “Tempos Modernos” e “Luzes da Cidade” – considerados dois dos melhores longas de todos os tempos – não foram indicados a nenhuma categoria de um Oscar.

Charles Chaplin também recebeu prêmios honorários, como no ano de 1929 por “O Circo” e no ano de 1972 – quando lhe proferiram as seguintes palavras: ” efeito incalculável que ele teve em tornar os filmes a forma de arte deste século”.

Morte de Charles Chaplin e seu legado

Charles Chaplin deixou como legado a sua paixão pelo cinema e a força de vontade de nunca desistir de seus objetos – que era se tornar o próprio roteirista e diretor de suas produções.

Chaplin veio a falecer no dia 25 de dezembro de 1977, na Suiça, vítima de um derrame cerebral.