Jânio Quadros – Quem foi? Governo, Polêmicas, Biografia


A história da política brasileira e mundial é marcada por inúmeras figuras que entraram para a história, seja por seus feitos honráveis ou por suas peculiaridades. Jânio Quadros é uma dessas figuras políticas que construiu uma carreira longa e cheia de polêmica.

Então, para saber um pouco mais sobre Jânio Quadros, continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber sobre essa interessante personalidade. Vamos lá?!

Quem foi Jânio Quadros?

Jânio Quadros nasceu na cidade de Campo Grande, em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1917. Ele foi um advogado, politico e professor brasileiro. Foi eleito para ser o 20º presidente de nosso país no ano de 1961, porém, renunciou alguns meses depois.

Início da vida política

A vida política de Jânio Quadros começou por volta de seus 30 anos. Embora já estivesse envolvido na área há mais tempo, ele só foi eleito como suplente de vereador no ano de 1947. A eleição era para São Paulo e ele representava o Partido Democrata Cristão.


Uma ação do presidente na época, Eurico Gaspar Dutra, determinada a cassação dos mandatos dos parlamentares do PCB. Assim, Jânio Quadros pode assumir a Câmara Municipal, cumprindo um mandato de 1948 a 1950.

Foi nessa época que ele ficou conhecido como o maior autor de propostas, discursos e projetos de lei. Isso considerando todas as casas legislativas do país na época.

Ele ainda ficou conhecido por ter assinado a quase totalidade de projetos e propostas favoráveis às classes trabalhadoras.

Depois disso, ele foi consagrado como o deputado estadual com mais votos. Seu mandato ocorreu entre 1951 e 1953.

Jânio Quadros como presidente do BrasilFoto de Jânio Quadros

Jânio Quadros foi eleito presidente de nosso país no dia 3 de outubro de 1960, obtendo 5,6 milhões de votos. Isso foi feito através da coligação PTN-PDC-UDN-PR-PL e sem mandato deveria se de 1961 até 1965.

Vale lembrar que essa foi a maior votação obtida no país ate então. Ele venceu nas urnas do Marechal. Henrique Lott, numa vitória esmagadora, com mais de 2 milhões de votos de diferença.

No entanto, não foi possível eleger Milton Campos, que era o candidato da sua chapa à vice-presidência. O eleito foi João Goulart, pertencente ao Partido Trabalhista Brasileiro. Formou-se então uma chapa que ficou conhecida como Jan-Jan.

O fato é que Jânio Quadros era um fenômeno que havia conseguido realizar uma vida política inteira em apenas 15 anos de carreira, indo de vereador a Presidente da República.

O fato é que ele representava uma promessa de revolução. Revolução essa que era ansiada pelo povo. Isso porque, embora fosse considerado conservador, o seu programa de governo foi revolucionário.

Ele trazia a proposta de modificar o que estava antiquado abrir novas perspectivas. Tudo para levar o brasil a uma nova fase de desenvolvimento, com democracia e sem inflação.

Embora seu governo tenha durado apenas alguns poucos meses, ele pôde traçar um novo rumo à política externa. Também orientou de forma única os negócios internos.

De Winston Churchill ele adotou o método de se comunicar através de memorandos com ministros e assessores. A oposição apelidou de “os bilhetinhos de Jânio”. No entanto, ninguém ousava ignora-los.

Polêmicas no governo de Jânio Quadros

Ernesto Che Guevara, era um guerrilheiro argentino que liderou a revolução cubana. Ele era também ministro de cuba e foi condecorado por Jânio Quadros. A condecoração foi um agradecimento por Che ter atendido um apelo feito por ele na libertação de 20 sacerdotes presos no país.

Os sacerdotes estavam condenados ao fuzilamento e foram exilados na Espanha. O pedido de Jânio Quadros foi feito por causa de uma solicitação de dom Armando Lombardi, que por sua vez, fez o pedido em nome do Vaticano.

Vale lembrar que a condecoração foi aprovada pelo Conselho da Ordem por unanimidade, incluindo 3 ministros que eram militares. No entanto, as consequências do ato não foram bem pensadas por Jânio Quadros.

Isso porque a ação teve uma péssima repercussão e os problemas já começaram antes mesmo da condecoração. Houve casos de insubordinação no Batalhão da Guarda. Em um motim, eles se recusavam a formar tropas e acatar ordens perante o Palácio do Planalto. Isso incluiu a revista e os hinos nacionais dos dois países.

Os oficiais superiores só conseguiram fazer todos se enquadras algumas horas depois do início da cerimônia.

Já no Congresso e na imprensa, surgiu uma série de protestos violentos contra a condecoração de Che. Houve, inclusive, alguns militares que ameaçaram devolver suas condecorações como forma de protesto.

A repercussão desse ato foi enorme e Jânio Quadros passou por inúmeras críticas e protestos.

A Política Externa Independente

A PEI, Política Externa Independente, que foi adotada por Jânio Quadros, trouxe grandes mudanças à política internacional do Brasil. Com isso, estabeleceu relações diplomáticas com todas as nações interessadas em um intercâmbio pacífico.

No entanto, essa ação não era bem vista pelos EUA e outros grupos econômicos que se beneficiavam da política de antes. A direita nacional, especialmente a UDN, também não era a favor.

Essa inovação na política externa provocou também alguma resistência na área militar. Essas duras medidas internas também desagradavam a esquerda. Os mesmos, eram reprimidos pro Jânio Quadros, que simpatizava com o movimento.

A renúncia de Jânio Quadros a presidênciaFoto do Presidente Jânio Quadros em um carro

Jânio Quadros assinou, no dia 21 de agosto do ano de 1961 uma resolução que anulava as autorizações concedidas em nome da empresa Hanna. Com isso, restituía à reserva Nacional as jazidas de ferro de Minas Gerais.

Apenas 4 dias depois, os ministros militares estavam pressionando Jânio Quadros a renunciar seu cargo. Seu texto de renuncia dizia: “Forças terríveis se levantaram contra mim”.

Ao perceber que Jânio Quadros estava, novamente, fugindo ao controle da UDN, Carlos Lacerda, que era Governador do estado da Guanabara, iniciou uma campanha contra o atual presidente.

Ele havia feito o mesmo anteriormente com Getúlio Vergas e Juscelino Kubitschek, acusando-os de corruptos. No entanto, como isso não era possível contra Jânio Quadros, ele o acusava de golpista.

Foi então que no dia 25 de agosto do mesmo ano. Jânio Quadros veio a público anunciar sua renúncia. A mesma foi prontamente aceita no Congresso Nacional.

Existe a especulação de que Jânio Quadros não esperava que a sua carta de renuncia fosse, de fato, entregue ao Congresso. Ao menos não a carta original que estava assinada e valia como documento.

Últimos anos de vida e sua morte

Jânio Quadros voltou à vida pública na década de 70. No ano de 1982 ele perdeu a eleição para o Governo de São Paulo. No entanto, obteve uma vitória no ano de 1985 para a prefeitura de São Paulo.

Ele passou seus últimos meses de vida instalado em uma casa de repouso e também em hospitais com problemas de saúde. Jânio Quadros veio a falecer no dia 16 de fevereiro de 1992, em estado vegetativo, internado no Hospital Israelita Albert Einstein. A causa da morte foram 3 derrames cerebrais.

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre Jânio Quadros, sua vida pessoal, sua carreira política e as polêmicas que ele causou. Aproveite essas informações!