Quem Foi Joana D’Arc? Qual Sua História? Ela é uma Santa? – Biografia!


Não existem dúvidas de que a história é marcada por inúmeras figuras, especialmente quando o assunto são guerras e revoluções. No entanto, poucas delas são mulheres como Joana D’Arc, que deixou seu legado.

Então, para saber um pouco mais sobre ela, continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber. Vamos lá?!

Quem foi Joana D’Arc?

Joana d’Arc nada mais é do que uma heroína francesa e também uma santa para a igreja católica. Em francês o seu nome é Jeanne d’Arc e ela foi cognominada como sendo “A Donzela de Orléans”. No entanto, também era conhecida como Joana d’Arc, a ruiva.

Joana é uma santa padroeira da França e foi uma grande chefe militar da famosa Guerra dos Cem Anos. Foi nela que Joana tomou partido dos Armagnacs na batalha contra os Borguinhões.


Contexto histórico

Joana D’Arc foi uma guerreira que ficou do lado dos Armagnacs na Guerra dos 100 anos. Ela foi queimada na fogueira pelos Borguinhões em um ato de fé no ano de 1431.

Ela era uma camponesa analfabeta e de origem bastante modesta, mas acabou se tornando uma mártir francesa e uma heroína para o seus.

De acordo com Irène Kuhn, a história esqueceu de Joana D’Arc até o século XIX. Esse foi o século conhecido como sendo do nacionalismo. Isso ajuda a confirmar as teorias de Ernest Gellner.

Ela foi retratada também na obra de François Villon, que nasceu entre 1431, mesmo ano de sua morte. Shakespeare também retratou Joana, porém como sendo uma feiticeira da peça de Henrique VI. Já Voltaire fez um poema satírico no qual ridicularizava Joana.

Ao fim da Revolução Francesa, o partido monárquico trouxe a lembrança de lorena, que nunca desistiu de seu rei. Os profetas da França Eterna recuperaram Joana, primeiramente pelas mãos de Jules Michelet Depois foi a vez do alemão Schiller, fazendo dela uma heroína no seu romance publicado em 1801.

pintura da Joana D'Arc como santa

Infância e juventude de Joana D’Arc

Joana D’Arc nasceu em uma cidade chamada Domrémy, que fica na região de Lorena na França. Posteriormente a cidade foi renomeada para Domrémy-la-Pucelle em homenagem à Joana.

A data do nascimento dessa guerreira é impreciso. Porém, seu interrogatório aconteceu em 24 de janeiro de 1431. Na época, ela alegou ter 19 anos de idade. Por isso, supõe-se que tenha nascido em 1412.

Vale lembrar que sua idade correta não é conhecido porque isso não era uma preocupação na época. Sendo assim, o termo mais correto a se utilizar era “mais ou menos”.

Joana D’Arc era filha de Jacques d’Arc com Isabelle Romée. Tinha ainda mais 4 irmãos que se chamavam: Pierre, Jean, Catherine e Jacques, sendo que Joana era a mais nova. Seus pais eram agricultores e esporadicamente trabalhavam como artesãos.

Joana costumava frequentar a igreja, era religiosa e por vezes fugiu do campo para ir orar.

No seu julgamento, ela afirmou que ouvia vozes divinas desde os treze anos de idade. e acordo com ela, a primeira voz escutada vinha da direção da igreja, juntamente com uma claridade e a sensação de medo.

Ela ainda afirmou que nem sempre entendia bem as vozes e que ouvia elas apenas 2 ou 3 vezes por semana. Dentre essas mensagens, ela recebeu conselhos para frequentar a igreja e também que ela deveria ir até Paris para levantar o domínio instalado na cidade de Orléans.

Joana D’Arc na guerra

Desde que Guilherme, o Conquistador, Duque da Normandia, se apoderou da Inglaterra, extensas faixas de terra do território francês passaras a ser controladas por monarcas ingleses.

Com o passar do tempo, passaram a se estabelecer vários ducados franceses, tais como Poitou, Aquitânia e Gaconha. Os duques acabaram se tornando rivais dos rei francês, apesar de serem seus vassalos.

Então, quando a França iniciou a tentativa de recuperar seus territórios perdidos, teve origem um dos maiores e mais sangrentos conflitos da humanidade: a famosa Guerra dos Cem Anos que, na verdade, durou 116 anos.

Essa batalha provocou um grande número de mortes e de destruição na chamada França setentrional.

O início dessa batalha foi por volta de 1337. Os intentos de unificar as coroas resultaram na morte do rei francês Carlos IV no ano de 1328. Como Carlos não tinha filhos, graças à lei sálica, Felipe VI foi proclamado rei em maio do mesmo ano.

Felipe, no ano anterior, já havia reclamado o feudo de Gasconha para Eduardo III, rei inglês. Então, no dia 1º de novembro ele se planta à porta de Paris junto do bispo de Lincoln, para declarar que era um candidato apto a ocupar o trono francês.

A Inglaterra ganhou batalhas contra Crécy em 1346 e contra Poitiers em 1356. Então, o rei ficou muito doente, dando origem a uma luta pelo poder. Batalhavam por ele o seu primo João I de Borgonha, também conhecido como João sem Medo, e o irmão de Carlos VI, chamado Luis de Orléans.

Em 23 de novembro de 1407, os Borguinhões cometem o assassinato de Luís de Orléans nas ruas de Paris. Ele era um Armagnac.

Dividida, a família real francesa estava dividida entre os que apoiavam os Borguinhões e o duque de Orléans e depois à Carlos VII.

O chegada de Joana

pintura de Joana D'Arc

Em 29 de abril de 1429, Joana D’Arc chegou Orléans com uma bandeia branca. Os historiadores discutem a respeito do nível de sua participação nas decisões e campanhas de comando.

De acordo com os relatos dos oficiais, Joana não lutou pessoalmente, mas ficava próxima do local onde a batalha ocorria com a intenção de encorajar os homens.

Ela ainda participava dos conselhos de guerra dos generais e sua opinião era ouvida com frequência. Seu exercito de 4 mil homens, sob se estandarte, conseguiram derrotar os ingleses em campo, rompendo o certo a Orléans no dia 8 de maio de 1429.

Acredita-se que a presença de Joana D’Arc foi fundamental para a vitória, encorajando e dando força aos soldados.

Morte de Joana D’Arc

Joana D’Arc voltou a campanha militar na primavera de 1430. Com isso, passou a tentar a libertação da cidade de Compiègne. Lá, ela acabou sendo capturada pelos aliados dos ingleses, os Borguinhões.

Entre os dias 23 e 27 de maio desse ano ela foi levada ao Castelo de Beaulieu-lès-Fontaines onde foi entrevistada em seguida por Felipe III, o Duque de Borgonha.

Ela foi levada ao Castelo de Beaurevoir e mantida lá por todo o verão. Enquanto isso, sua venda era negociada pelo Duque de Luxemburgo.

No dia 30 de maio de 1431, quando tinha cerca de 19 anos de idade, Joana d’Arc foi queimada viva. A cerimônia da sua execução aconteceu na Praça do Velho Mercado, às 9h da manhã.

Antes de ser executada, ela ainda se confessou e lhes foram administrados os sacramentos da comunhão. Ela vestia branco e a praça estava cheia de gente. Suas cinzas foram jogadas no rio Sena a fim de evitar que se tornasse objeto de adoração pública.

Homenagens e representações

Como não poderia ser diferente, a vida de Joana d’Arc marcou a história e, com isso, surgiram muitas homenagens ao longo dos anos.

Inspirados nela, podemos encontrar uma grande quantidade de livros, filmes, desenhos e até mesmo na música.

Pronto, agora você já sabe um pouco mais sobre a famosa Joana d’Arc, seus feitos e como ela se destacou na história da França e do mundo!