Biografia de John Locke – Quem Foi? Quais Suas Ideias Politicas? Frases!


John Locke foi um grande filósofo inglês. Tornou-se conhecido como o “pai do liberalismo”. Também é considerado um dos principais representantes britânicos do empirismo. Além disso, foi um dos mais notórios teóricos do contrato social.

Quem foi John Locke?

John Locke, como já mencionado, fora reconhecido como um dos principais filósofos do empirismo. Até mais do que isso: é considerado o fundador do empirismo. John Locke defendeu durante a sua vida a tolerância religiosa e a liberdade individual.

O filósofo britânico desenvolveu e pregou a teoria que ficou conhecida como a “tábua rasa”. Tal teoria defendia que a mente do ser humano é como uma folha em branco. E é preenchida somente pela experiência prática.

Essa teoria foi contra as doutrinas e ideias de Platão. Para Platão o conhecimento humano existia independentemente da experiência prática.


Biografia de John Locke

John Locke nasceu em 29 de agosto de 1632, em Wrington – na Inglaterra. Sempre levou uma vida dedicada ao desenvolvimento intelectual e ao pensamento político.

Foi um grande estudante também. John Locke cursou Filosofia, Ciências Naturais e Medicina. Estudou na Universidade de Oxford – uma das mais renomadas instituições de ensino superior da Inglaterra. Além disso, chegou a trabalhar como professor na mesma universidade. Na Universidade de Oxford lecionou retórica, grego e filosofia.

No ano de 1683, depois da Revolução Gloriosa da Inglaterra, John Locke se mudou para a Holanda. Retornou a Inglaterra apenas no ano de 1688. Voltou a sua terra natal depois do resgate do protestantismo.

Ocupou o cargo de Ministro do Comércio, no ano de 1696. Sua nomeação foi feita pelo William III de Orange. John permaneceu como ministro até o ano de 1700, se afastando por motivo de doença.

John Locke veio a falecer no Condado de Essex – na Inglaterra. O filósofo morreu no dia  28 de outubro de 1704. Não deixou filhos e também nunca se casara.

John Locke obras

Principais ideias politicas

John Locke sempre fez duras críticas a Teoria do Direito Divino dos Reis. Tal teoria fora desenvolvida pelo bispo e teólogo  francês Jacques Bossuet. Para John Locke , a soberania estaria com o povo e não com o Estado ou a Igreja. Mesmo que Locke reconhecesse a supremacia do Estado na época, ele defendia a ideia que o Estado deveria seguir e respeitar as leis civis e naturais.

O filósofo também era à favor da separação do Estado da Igreja. Além disso, acreditava e defendia a liberdade religiosa. Pregava que cada cidadão poderia seguir a crença que lhe interessasse. Isso lhe resultou em forte oposição da Igreja Católica às suas obras.

John Locke, igualmente como Montesquieu, acreditava e defendia que o poder de uma nação deveria ser dividida em setores: Legislativo, Judiciário e Executivo. Para Locke , o Poder Legislativo seria o órgão máximo. Ele representava o povo e, assim, seria o mais importante.

Dessa forma, os outros poderes passariam a ser subordinados ao Legislativo. Assim como  Montesquieu, defendia que mesmo o Legislativo sendo o órgão supremo de um país, deveria existir vínculos que gerassem um equilíbrio de poder de decisão entre os três poderes representantes do Estado.

Mesmo que acreditasse e defendesse que todos os seres humanos fossem iguais, John Locke  fora um defensor do sistema escravista. A escravidão que John  defendia não estava relacionada a uma ração, mas, sim, com aqueles que saíssem derrotados de uma guerra.

Principais ideias politicas de John Locke – continuação…

Segundo John Locke , inimigos caçados e capturados durante um conflito poderiam ser mortos. Porém, como não eram mortos, deveriam se tornarem escravos, como forma de agradecer por permanecerem ainda vivos.

As principais obras de John Locke que tratam desses assuntos são:

  • Dois Tratados sobre o governo
  • Cartas sobre a tolerância
  • Pensamentos sobre a educação
  • Ensaio a cerca do entendimento humano

Pensamentos religiosos

Quando exilado na Holanda, no 1683, John Locke conhecera diversos intelectuais e filósofos importantes da época. Fora com uma dessas pessoas, um estudioso conhecido como Phillip van Limborch, que John Locke se correspondia. Os dois debatiam em cartas a questão da tolerância religiosa.

Porém, sem a autorização de John Locke, Phillip van Limborch fez a publicação de uma de suas cartas, sob o título de “Letter concerning on Tolerance”, ou seja, “Carta sobre a Tolerância”.  A publicação da carta foi aparecer em Londres, no ano de 1689 – o mesmo ano da Gloriosa Revolução.

A solução dos problemas das nações para John Locke era a separação da Igreja e do Estado. Para ele, enquanto os interesses de ambas as instituições se misturassem não existiria a menor chance de progresso que levasse a humanidade e as nações à ideia da tolerância.

Para o filósofo, deveria existir uma separação e rupturas radicais entre a religião e a política. Assim, as ideias de John Locke se alinhavam às correntes dos estatocratas – onde o maior representante, durante a Idade Média, fora Marsílio de Pádua.

Para John Locke, o Estado nascera da necessidade do ser humano em seguir a Lei Natural, com a finalidade de defender a integridade de suas vidas, corpos e bens. Já o Estado teria o objetivo de promover e conservar o seu patrimônio material. Assim, o Magistrado é envolvido na questão e usa de seu poder público – que, de acordo com John Locke, agia com sansões e coação, apoiando-se na lei protegida pela autoridade para assegurar a integridade e a paz de cada um.

Pensamentos religiosos de John Locke – continuação…

John Locke em pintura

A Igreja, por sua vez – para John Locke – deveria agir de outra forma, representando uma livre e voluntária associação, sem qualquer obrigatoriedade em relação a Lei Natural. Deveria a Igreja, para John Locke, surgir da afirmação pública de fé, honrar e servir a Deus, por meio de um livre acordo entre Igreja e seus fieis e não de forma obrigatória.

Ainda deveria a Igreja, na posição do filósofo, dirigir-se apenas ao espiritualismo, como forma de salvação. O poder da Igreja deveria dar o direito de seus fiéis de debater e argumentar. Uma das únicas sansões da Igreja seria a de excluir aqueles que fossem irredutíveis e aqueles que não quisessem seguir seus dogmas ou obedecer a liturgia sagrada.

Assim, para John Locke, Igreja e Estado deveriam ser coisas completamente diferentes. Não deveriam ter relações. E mais: tanto o Estado quanto a Igreja deveriam praticar a tolerância. A tolerância deveria ser também a essência da Igreja – pois não deveria usar de coação com os fiéis.

John Locke repugnava que a Igreja usasse de coerção, já que o verdadeiro poder e eficiência religiosa deveria ser apenas a fé. A conversão do ser humano se daria pelo seu desejo e não pelo uso de espada. John Locke vai além e diz que tudo deveria ser assim, já que a Verdade apenas pode ser imposta por caminhos espirituais e por nenhum mais outro meio.

Frases de John Locke

Agora que você já conhece um pouco sobre a vida e, principalmente, as ideias de John Locke, confira algumas de suas frases mais interessantes:

” As novas opiniões são sempre suspeitas e geralmente opostas, por nenhum outro motivo além do fato de ainda não serem comuns.”

” Uma infinidade de seres inferiores ao ser humano prova uma infinidade de seres superiores a ele.”

” Sempre considerei as ações dos homens como as melhores intérpretes dos seus pensamentos.”

” Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.”

” Todos os homens são passíveis de errar; e a maior parte deles é, em muitos aspectos, por paixão ou interesse tentada a fazê-lo.”

” A necessidade de procurar a verdadeira felicidade é o fundamento da nossa liberdade.”

” O prazer e a dor, e os que os produzem, o bem e o mal, são os eixos em que assentam todas as nossas paixões.”

” É preciso metade do tempo para usar a outra.”

Pergunta dos leitores

John Locke pertenceu ao iluminismo?

John Locke pode ser considerado um membro do Iluminismo, já que defendia o uso da razão para resolver questões práticas e também acreditava que Estado e Igreja deveriam ser instituições sem qualquer relação.