Nilo Peçanha – Biografia, Carreira Política e Características do Governo


Nilo Peçanha foi um político brasileiro, que chegou a assumir a Presidência do país, em 1906. Assumiu o cargo de presidente após a morte de Afonso Pena – de quem era vice. O politico governou o país até o ano de 1910.

Biografia de Nilo Peçanha resumida

Nilo Procópio Peçanha, nasceu no dia 02 de outubro de 1867, em Campo dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Foi filho do padeiro Sebastião de Sousa Peçanha e de Joaquina Anália de Sá Freire, que descendia de uma família importante de políticos.

O político estudou no Colégio Pedro II. Ainda jovem, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Em seguida, mudou-se para Faculdade de Direito do Recife, se formando em 1887. Já em 1988, voltou para o Rio de Janeiro e participou da fundação do Partido Republicano Fluminense.

No ano de 1890, Nilo Peçanha foi eleito para a Assembleia Constituinte. Tal Assembleia fora formada durante o governo provisório do então presidente Marechal Deodoro da Fonseca. Em 1891 é eleito como deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro.


Em 1895, Nilo Peçanha se casa com Ana de Castro Belisário Soares e Sousa, na  igreja de São João Batista da Lagoa (Rio de Janeiro). Sua esposa, conhecida como Anita, era descendente de importante família aristocrata de Campos, além de neta do Visconde de Santa Rita.

Para se casar com Nilo Peçanha, Anita deixou a casa dos pais. Mudou-se com o marido para a residência de uma tia. Isso porque a família dela era contra o casamento. O fato era que Nilo Peçanha tinha descendência negra. E isso,para a família da noiva, era escândalo na a alta sociedade da época – ainda que Nilo tivesse uma carreira política promissora.

Biografia de Nilo Peçanha – Parte IIFoto de Nilo Peçanha

No ano de 1903, Nilo Peçanha é eleito senador. Porém, no mesmo ano, ele renuncia ao cardo para se eleger como presidente do Rio de Janeiro.

Como presidente do estado, promulgou, em 1906, o Convênio de Taubaté. O plano se tratava de um acordo entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. O objetivo era reunir os grandes cafeicultores dos estados para proteger as produções cafeeiras do país. A produção de café da época enfrentava uma crise de baixos preços.

Nilo Peçanha, ainda no ano de 1906, também fora eleito como vice-presidente de Afonso Pena. Com o falecimento do então presidente da República, em junho de 1909, Nilo Peçanha assume o cargo.

Torna-se, assim, o  7 º presidente da período do Brasil República. No seu governo, criou o ” Serviço de Proteção ao Índio” (SPI). Escolhei como líder o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que conhecia as necessidades indígenas, através de suas expedições pelo estado do Mato Grosso.

Biografia de Nilo Peçanha – Parte Final

Nilo Peçanha também foi responsável pela inauguração do ensino técnico no Brasil. Outro feito importante foi a criação de um sistema de saneamento para baixada fluminense.

No dia 15 de novembro de 1910, Nilo Peçanha deixa a presidência para o Marechal Hermes da Fonseca.

Depois de sair da presidência, o político foi para a Europa. Lá permaneceu até o ano de 1912.

No seu retorno ao Brasil, voltou a exercer seu mandato de senador. Dois anos depois, Nilo Peçanha foi novamente eleito presidente do estado do Rio de Janeiro. Já em 1917, o político renunciou o convite para assumir o Ministério das Relações Exteriores. Em 1918, é eleito novamente senador federal.

No ano de 1921, os estados de São Paulo e Minas Gerais indicaram Artur Bernardes para liderar o movimento que seguia o modelo da política do café – com – leite. No entanto, os estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro se articularam e formaram o movimento “Reação Republicana”, lançando a candidatura de Nilo Peçanha para a liderança. O candidato Artur Bernardes, porém, foi o eleito.

Nilo Peçanha vem a falecer no dia 31 de março de 1921, no Rio de Janeiro. A causa da morte foram complicações causadas pela Doença de Chagas.

Início de Nilo Peçanha na política

Pode-se considerar que a vida política de Nilo Peçanha teve início no ano de 1888. Esse início é marcado pelo seu retorno ao Rio de Janeiro.

Nessa época, Nilo Peçanha começa a se tornar ativo na vida política do país. Participa da fundação do Partido Republicano Fluminense. No ano de 1890, Nilo Peçanha já era eleito para a Assembleia Constituinte. E em 1891, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Presidente do Brasil

Durante a sua trajetória política, Nilo Peçanha alcança o auge de sua carreira assumindo o cargo de presidente da República, em 1906. A nomeação ocorreu devido a morte do presidente Afonso Pena – de quem Nilo Peçanha era vice e viera a falecer.

Complicações raciais

Estátua de Nilo Peçanha
Estátua de Nilo Peçanha

Nilo Peçanha era mulato e durante a sua vida sofreu manifestações de preconceito racial. A principal delas foi a reprovação de seu casamento com a sua esposa Ana de Castro Belisário Soares e Sousa – com quem casou em 1895.

O político e a sua esposa não puderam morar na casa dos pais de Ana de Castro, pois a família considerava um escândalo para a sociedade aristocrata da época ter uma filha casada com um mulato – mesmo que Nilo Peçanha tivesse um futuro promissor na sua carreia política. Assim, o casal foi morar na sua de uma tia de Ana de Castro.

Governo de Nilo Peçanha

O governo de Nilo Peçanha pode ser considerado tranquilo. Como presidente tomou importantes ações, como a criação do ” Serviço de Proteção ao Índio” (SPI). Escolheu como líder da iniciativa o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, que conhecia de perto as condições indígenas, por meio de suas viagens ao estado do Mato Grosso.

Foi responsável também pelo lançamento do ensino técnico do país – realização de grande importância para a educação e profissionalização dos jovens e trabalhadores. Também criou um importante sistema de saneamento para baixada fluminense, no Rio de Janeiro.

Vida de Nilo Peçanha após deixar a presidência

Após deixar a a presidência, Nilo Peçanha e sua esposa foram para a Europa, onde permaneceram até o ano de 1912. Ao retornar do Brasil, o político retomou seu cargo de senador, sendo que 2 anos depois foi novamente eleito presidente do Rio de Janeiro.

Foi convidado para assumir o Ministério das Relações Exteriores, em 1917, mas não aceitou o convite. No ano de 1918, volta a ser senador.

Em 1921, é derrotado para liderar o movimento no estilo café – com – leite pelo candidato mineiro Artur Bernardes.