Roberto Gómez Bolaños – Biografia, Legado, Quando e Como Morreu?


Roberto Gómez Bolaños foi o criador dos famosos personagens de TV Chaves e Chapolin. Conheça aqui tudo sobre a vida e a obra do escritor, ator e produtor.

Quem foi Roberto Gómez Bolaños?

Roberto Gómez Bolaños, conhecido também como Chespirito, foi um dos mais notórios desenhistas, compositores, pintores, produtores de TV e humoristas de sua época (1929 – 2014).

Mexicano, tornou-se célebre no seu país e em diversos outros. Sua fama se deu, sobretudo, na América do Sul e América Latina. Isso devido à criação e interpretação dos personagens de TV Chaves e Chapolin Colorado. As séries, inclusive, fazem grande sucesso até hoje no Brasil.

Juventude e início de carreira

Roberto Gómez Bolaños nasceu no dia 21 de fevereiro de 1929, na cidade do México. Era filho de um pintor e ilustrador de jornais. Por esse motivo, desde sua infância, já estava em contato e se interessava pela arte.


Aos 22 anos, começou o curso universitário de Engenharia Elétrica, no entanto, nunca exerceu a profissão. Com a mesma idade, já trabalhava em uma agência de publicidade como redator.

Entre os anos de 1959 e 1960, aos 33 anos de idade, tornou-se roteirista dos programas de TV “El Estudio de Pedro Vargas” e  “Cómicos y Canciones”. As sérias conquistaram o 1 º lugar de audiência na TV mexicana.

Já no ano de 1968, Roberto Gómez Bolaños fechou um contrato com outro canal de TV mexicano. Nele, participou de uma séria, com atuação de 30 minutos. O quadro foi um sucesso entre o público, aumentando o tempo de exibição de 30 minutos para 1 hora.

O programa passou a se chamar “Chespirito” –  o apelido que Roberto Gómez Bolaños ganhou de um diretor de cinema. Assim, Roberto Gómez Bolaños foi criando novos personagens para o programa. Tudo o que ele produzia logo  agrada ao público e elevava a audiência.

Sucesso de Roberto Gómez Bolaños em ChavesFoto do personagem Chaves dentro de seu barril

Um dos maiores sucessos de Roberto Gómes Bolaños foi o personagem Chaves. O menino pobre e humilde fora criado por volta de 1971, depois da criação do Chapolin Colorado.

O personagem do garoto humilde, que vivia em uma vila repleta de personagens interessantes, atrapalhados e engraçados logo ganhou a simpatia do público. Novamente, a série de Roberto alcançava altos índices de audiência. O garoto Chaves se tornou famoso pelos seus diversos bordões, como: “Isso, isso, isso” e “Foi sem querer querendo”.

O seriado foi exportado para diversos canais de TV. O programa era transmitido em países da América Latina e do Sul, além dos Estados Unidos. No Brasil, os episódios de Chaves são até hoje transmitidos diariamente, desde 1984, pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).

Chapolin

Roberto Gómes Bolaños criou o famoso personagem Chapolin Colorado no ano de 1970. O personagem é uma espécie de anti-herói, atrapalhado e engraçado. Na série, é chamado para tirar personagens de enrascadas. Porém, com sua maneira embaralhada de resolver problemas, às vezes, acaba causando mais confusões.

Ficaram famosas e ganharam a simpatia do público as frases repetidas pelo personagem nas séries. Entre elas: “Sigam-me os bons” e “Não contavam com minha astúcia”. O último episódio do programa foi gravado em 1979. A série, porém, é exibida até hoje em diversos países, incluindo o Brasil (SBT).

No ano 2000, Roberto Gómes Bolaños recebeu uma homenagem pelos seus personagem de Chapolin e Chaves. A homenagem foi concedida pelo canal mexicano Televisa.

A série de Chapolin Colorado ainda é transmitida em países como México, Brasil, Peru, Argentina, Equador, Colômbia, Peru,  Equador, Estados Unidos, Nicarágua e Guatemala . Já em 2013, o escritor foi premiado com o título de “Ondas Ibero-americanas”. O prêmio fez referência a sua trajetória de sucesso na televisão mundial.

Desentendimentos em Chaves

Durante a sua trajetória, Roberto Gómez Bolaños passou por desentendimentos em Chaves. O escritor e produtor passou por conflitos com dois atores do elenco. Os desentendimentos foram com María Antonieta de las Nieves, que interpretava Chiquinha; e Carlos Villagrán – que dava vida ao personagem de Quico.

Com María Antonieta de las Nieves, os conflitos surgirão depois do fim das gravações do seriado Chaves. O motivo foi que a atriz seguiu se apresentando com a personagem do seriado em outros programas.

A atriz registrou a personagem Chiquinha em seu nome. O fato, porém, foi reprovado por Roberto Gómez Bolaños – já que a criação da personagem era sua. Para ele, os direitos autorais e do uso da imagem de Chiquinha deveria pertencer a ele e não a María Antonieta.

Para piorar a situação, a atriz realizou o registro da personagem sem consultar Roberto Gómez Bolaños. O fato deixou o produtor revoltado. Assim, em 2002, Roberto Gómez Bolaños entrou com um processo jurídico. O objetivo era resgatar seus direitos autoriais e do uso da imagem da personagem Chiquinha.

Desentendimentos em Chaves – Parte II

Na primeira instância, porém, María Antonieta ganhou a causa. Isso porque o produtor não teria renovado o registro da atriz. No entanto, Roberto Gómez Bolaños recorreu à justiça e processo prosseguiu até o ano de 2005.

Em 2005, porém, em segunda instância, a decisão judicial manteve o ganho de causa de Maria Antonieta. Assim, a atriz e Roberto Gómez Bolaños firmaram um acordo amigável para que atriz pudesse usar a imagem da personagem Chiquinha. Assim, os dois passaram, juntos, a terem direito de usar a imagem da personagem.

Já os conflitos com Villagrán (Quico) iniciaram antes do fim das gravações de Chaves. Villagrán teria declarado a imprensa que Roberto Gómez Bolaños estava diminuindo o espaço do personagem Quico nas séries de Chaves – o que lhe causava descontentamento.

Villagrán ainda acusou Roberto Gómez Bolaños de inveja, pois o personagem de Quico faria mais sucesso entre o público do que os outros, incluindo o próprio Chaves. Roberto Gómez Bolaños, porém, se justificou alegando que Quico atuava mais do que o necessário, atrapalhando o trabalho do restante do elenco de Chaves.

Desentendimentos em Chaves – Parte III

Em 1878, Vllagrán decidiu abandonar o seriado e passou a aceitar convites de outras emissoras de TV. O ator tinha a pretensão  de permanecer atuando como Quico, além de fazer um programa próprio na rede Televisa, se recusando a citar o Bolaños como o criador do personagem.

Villagrán ainda declarou que ele é quem seria o criado do personagem Quico e não Roberto Gómez Bolaños. O produtor, então, não aceitou essas declarações do ator e não deu autorização a ele para se apresentar como Quico.

Roberto Gómez Bolaños também fez declarações à imprensa, que Villagrán tentou processá-lo para conseguir os direitos autoriais sobre Quico. Porém, o ator não conseguiu esses direitos autorais, pois Roberto Gómez Bolaños já havia registrado o personagem em seu nome, inclusive com a ciência de Villagrán.

Villagrán, por sua vez, revelou que foi obrigado a assinar o documento que dava todos os direitos sobre Quico a Roberto Gómez Bolaños. O criador de Quico, assim, determinou a proibição da exibição de seu personagem em qualquer programa de TV, interpretado por Villagrán, sem a sua autorização.

Villagrán, então, para poder permanecer se apresentando, registrou um personagem com o nome de “KIko”. O ator foi para a Venezuela, onde estreou um programa com o personagem “Kiko”, ao invés de Quico. Mesmo assim, as acusações de ambos continuavam percutindo na imprensa, em relação ao personagem.

Desentendimentos em Chaves – Parte FinalFoto de Roberto Gómez Bolaños

Outro motivo para desentendimentos entre Carlos Villagrán e Roberto Gómez Bolaños foi o fato de Villagrán ter namorado a atriz que interpretava a Dona Florinda, antes de Bolãnos de casar com ela.

Devido a esses conflitos, os dois atores ficarem sem ter contato por anos. Apenas voltaram a se falar quando se reencontraram na homenagem da emissora de TV Televisa, pelos 30 anos do seriado Chaves, no ano de 2000.

Casamentos e Família de Roberto Gómez Bolaños

Roberto Gómez Bolaños se casou a primeira vez com Graciela Fernández Pierre, que viera a falecer em 2013. Com ela, teve 6 filhos: Graciela, Paulina, Teresa, Marcela, Roberto e Cecília,

Bolaños e Graciela permaneceram casados de 1956 a 1977. Em 1977, o casal se separou, por iniciativa de Roberto Gómez Bolaños.

Anos depois, veio a público o envolvimento do produtor com a atriz do elenco de Chaves, Florinda Meza, que interpretava a Dona Florinda e a personagem Pópis. O envolvimento dos dois teria começado durante uma turnê dos personagens pelo Chile, em 1977.

Comenta-se que antes do envolvimento dos dois, Bolaños já cortejava Florinda Meza, mesmo estando casado com Graciela. A atriz, por sua vez, não cedia às investigas do produtor, tendo declarado que ele era infiel e um mulherengo.

No entanto, Florinda Meza acaba cedendo aos cortejos de Roberto Gómez Bolaños. O produtor, então, se separa da esposa Graciela e passa a morar junto com a atriz da personagem de Dona Florinda.

Roberto Gómez Bolaños e Florinda Meza se casaram oficialmente em 2004, depois de 27 anos de união estável. A união foi comemorada com uma grande festa na Cidade do México.

Quando e como Roberto Gómez Bolaños morreu

Roberto Gómez Bolaños morreu no dia 28 de novembro de 2014, devido a uma parada cardíaca. O ator já se encontrava com problemas de saúde. Sua morte comoveu fãs do produtor em todos os países onde suas obras eram exibidas pela TV, como no Brasil.

Seu legado hoje

Roberto Gómez Bolaños deixou como legado diversas séries dos programas Chaves e Chapolin Colorado. Os programas são transmitidos pela TV até hoje (no Brasil, pelo SBT).

Além disso, deixou críticas, outras produções televisivas, textos e muitos materiais de valor artístico e cultural.